“com você, eu estava em outro lugar, um lugar estrangeiro, estrangeiro a mim mesmo…”
30 Mar
“Disseque suas motivações mais profundamente! Achará que jamais alguém fez algo totamente para os outros. Todas as ações são autodirigidas, todo serviço é auto-serviço, todo amor é amor-próprio. […] Parece surpreso com esse comentário? Talvez esteja pensando naqueles que ama. Cave mais profundamente e descobrirá que não ama a eles: ama isso sim as sensações agradáveis que tal amor produz em você! Ama o desejo, não o desejado.”
Quando Nietzsche chorou, p. 151
30 Mar
“Em outra seção deste livro, ele diz que sentimos ódio por quem devassa nossos segredos e nos flagra com sentimentos meigos.”
Quando Nietzsche chorou, p. 122
30 Mar
“Não, eu não estava pensando em escrever livros, mas em ler estes livros. Oh! A incessante labuta do intelectual, despejando todo este conhecimento para dentro do cérebro pela abertura de três milímetros da íris.”
Quando Nietzsche chorou, p. 58
30 Mar
“Não obstante, havia nele algo de extraordinariamente irresistível. As primeiras palavras que me disse foram: “De que estrelas caímos aqui um para o outro?” Então, nós três começamos a conversar. E que conversa!”
Quando Nietzsche chorou, p. 33
30 Mar
“Em sua filosofia, é atraído pelos gregos pré-socráticos, especialmente pelo conceito deles de agonis - a crença de que desenvolvemos dons naturais somente através da luta -, e desconfia profundamente da motivação de quem quer que renuncie à luta e alegue ser altruísta. Seu mentor nesses assuntos foi Schopenhauer. Ninguém deseja, acredita ele, ajudar os outros; pelo contrário, as pessoas desejam apenas dominar e aumentar seu próprio poder.”
Quando Nietzsche chorou, p. 30
30 Mar
“Reduzi meus deveres a apenas um: perpetuar a minha liberdade. O casamento e seu séquito de possessão e ciúme escravizam o espírito. Eles jamais me dominarão. Espero, doutor Breuer, que chegue o tempo em que nem o homem, nem a mulher sejam tiranizados pelas fraquezas mútuas. ”
Quando Nietzsche chorou, p. 23
30 Mar

Quando Nietzche chorou / Irvin D. Yalom.
- São Paulo: Ediouro, 2003.
407 páginas