as vezes a vida me leva a crer que o amor é como aquele jazz que você gosta.

não segue as notas. é feito de encontros ao acaso. de espontaneidades dissonantes. de apertos de mãos. todo assim, meio desejeitadinho e corrido. as claves e semínimas anotadas com a caligrafia malfeita em guardanapos parecem cair da mesa. mas com o tempo e algumas afinidades, não é preciso mais anotar. porque a gente não consegue mais esquecer. aí, as notas dançam entrando no compasso e o mundo parece um lugar mais confortável para se estar.