“com você, eu estava em outro lugar, um lugar estrangeiro, estrangeiro a mim mesmo…”
9 Feb
as vezes a vida me leva a crer que o amor é como aquele jazz que você gosta.
não segue as notas. é feito de encontros ao acaso. de espontaneidades dissonantes. de apertos de mãos. todo assim, meio desejeitadinho e corrido. as claves e semínimas anotadas com a caligrafia malfeita em guardanapos parecem cair da mesa. mas com o tempo e algumas afinidades, não é preciso mais anotar. porque a gente não consegue mais esquecer. aí, as notas dançam entrando no compasso e o mundo parece um lugar mais confortável para se estar.
2 Responses for "a love supreme"
É Sushis, acho que é bem jazz mesmo. Ir afinando no descompasso. Ai, que difícil! Mas, ai, que música boa que sai…E as notas que poderiam não ter nada a ver com as outras, se unem, e são harmonia.
se a vida saísse das notas de um piano velho
embalado pelos dedos certeiros
do jazz aveludado,
eu gostaria de viver
por muito mais tempo.
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