“com você, eu estava em outro lugar, um lugar estrangeiro, estrangeiro a mim mesmo…”
11 Nov
“uns tomam éter, outros cocaína.
eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria”
poemas religiosos e alguns libertinos, p.72
11 Nov
“a dama branca que eu encontrei,
faz tantos anos,
na minha vida sem lei nem rei,
sorriu-me em todos os desenganos”
(…)
“era desejo? - credo! de tísicos?
por histeria… quem sabe lá?…
a dama tinha caprichos físicos:
era uma estranha vulgívaga”
poemas religiosos e alguns libertinos, p.70
11 Nov
“não posso crer que se conceba
do amor senão o gozo físico!
o meu amante morreu bêbado,
e o meu marido morreu tísico!”
poemas religiosos e alguns libertinos, p. 68
11 Nov
“se perguntarem: que mais queres,
além de versos e mulheres?…- vinhos!…
o vinho que é o meu fraco!…
evoé baco!”
poemas religiosos e alguns libertinos, p. 66
11 Nov

Poemas religiosos e alguns libertinos / Manuel Bandeira.
- São Paulo: Cosac Naify, 2007
112 páginas
os livros de poemas são bons porque não precisamos necessariamente seguir a leitura linear. eu pincelo o olhar em algumas manchas tipográficas e se me atrai, eu termino de ler. desta vez, eu comecei pelos “alguns libertinos”. acho que vai me atrair mais que os “religiosos”.