um lugar

“com você, eu estava em outro lugar, um lugar estrangeiro, estrangeiro a mim mesmo…”

Dezembro, 2007

ops!

é, estou saindo de férias! e com tantas festas, comidas, bebidas e irresponsabilidades que fiz por esses dias, nem deu tempo para me dedicar a mensagem de final de ano com meus balanços de 2007 e dos votos para o ano que vem. bom, mais um furo de 2007. ainda bem que está acabando!

até 2008. sorte na vida!

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  • rebecca

    “o amor é grande e cabe
    no breve espaço de beijar.”
    (carlos drummond de andrade)

    dos raros amores raros que possuo, rebecca é o lugar mais distante onde meu coração mora. fisicamente. são cinquenta e cinco quilômetros, um pedágio que se paga com dinheiro e um pedágio que se paga com suas maluquices. este último faz com que esta distância pareça uma eternidade e um lugar pouco confortável para se estabelecer um lar.

    mas, passada essas barreiras, tudo fica bem e encontrá-la faz-me apaixonar a cada sorriso, a cada careta, a cada abraço e beijinho. seus carinhos me fazem voar e perder os sentidos. aí esqueço como isso tudo começou e então, penso em planos, calendários e se algum dia teremos algum futuro juntos. eu não sei onde seus devaneios a levarão, mas eu vou estar sempre no mesmo lugar. para você não esquecer o caminho quando querer voltar.

    ela é maluca e faz vales e montanhas para os meus sentimentos.
    creio que esse que seja o charme de rebecca.

    vontade de ser mais

    “toda esperança se tornou ação.
    e a cada passo, me faço.
    a cada olhar, mudo este lugar.
    fechar os olhos é o fim do mundo.
    entre você e eu, um mundo pra criar, vontade de ser mais.
    entre hoje e amanhã, um mundo pra criar.”
    (colligere)

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  • tantas coisas me esperam

    o que acontece é que todas as escolhas me escolhem em momentos epifânicos. como quando está de dia, mas as luzes da cidade estão acesas porque está chovendo e nublado e os pára-brisas parecem dançar ritmados com os jazzes que ouço de manhã. e quando olho para frente não enxergo a rua, o engarrafamento, os outros carros. vejo os lugares onde eu gostaria de estar, as pessoas que deveria de amar e as coisas que poderia estar fazendo, mas não estou, não amo ou não faço, ou por falta de tempo, coragem ou por pura preguiça mesmo.

    são nesses momentos que eu decido deixar tudo e comprar passagens para viagens, amores e combinações divertidas de cores para os próximos trabalhos.

    estrangeiro

    yutaka é o meu primo japonês. que eu não sabia que existia, até ele mandar uma carta perguntando se podia passar um tempo aqui. e apesar de toda revolução que aconteceu em casa, de resolverem ceder o meu quarto para o estrangeiro, eu dormir no sofá, ter chá onde devia ter refrigerante e arroz para o café da manhã, eu gostei.

    os costumes são diferentes, mas vivendo com ele me faz relembrar como é o cheiro do mundo. de ter saudades como rotina e conhecer novos lugares, amigos, comidas, abraços e cervejas. sinto falta desse olhar estrangeiro, do deslumbramento que a gente tem quando a cidade respira em línguas que a gente não conhece.

    o diálogo entre eu e meu primo é uma mistura excêntrica de inglês e japonês com pitadas suaves de mímicas e onomatopéias. sou um tipo de especialista bizarro em falar com pessoas sem saber a língua. é engraçado. aprendo muitos palavrões. o foda é fazer as mímicas.

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