“com você, eu estava em outro lugar, um lugar estrangeiro, estrangeiro a mim mesmo…”
31 Out
fui para curitiba ver o tim festival e dar uma voltinha.
28 Out
os livros são organizados pela cor da capa. na prateleira, eles formam um degradê divertido e criam necessidades. no momento: os com capas amarelas. não é muito prático, mas é mais agradável arco-íris para ser ver todos-os-dias.
o inusitado para fugir da rotina. procurar por caminhos alternativos. rotas de carro para o trabalho e de sorrisos para as rotinas. e buscar alegrias nas pequenas coisas do dia.
outro dia, vi num sebo a edição em espanhol de “história de cronópios e famas” do cortázar. o livro mostra uma maneira da vida ser menos pesada se você for cronópio. a força deles vem da poesia, da rebeldia e do questionamento contra o que é padrão, o que é de costume.
ainda não sabe espanhol, mas a capa é amarela. e o melhor do cortázar transborda poesia e jeitos de viver. assim que classifica os livros.
25 Out
depois de três meses de reforma e mais um até terminar o estúdio, a gnete se isola dentro da bolha de todos os dias e não dá para saber o que está acontecendo no mundo. aí, todos os dias parecem iguais e não consigo mais te ver nas pequenas frestas do cotidiano. e só ontem soube dos monges do mianmar quando, por acaso, li no jornal que estava forrando o chão para pintar o sofá da recepção. não que isso vá mudar a minha vida, talvez eu nem saiba onde fique o mianmar. mas me senti um pouco hamster, que só vê as novidades quando trocam o forro da gaiola. e ainda com os horóscopos e sortes com prazo de validade vencidos.
22 Out
eu conheço um lugar onde podemos ir. um lugar onde ninguém nos conhece. e eles não saberão quem somos. um lugar que nós podemos fugir e fazer o que tivermos vontade. um lugar que esqueceram. um lugar onde nunca seremos pegos. um lugar escondido, onde podemos colocar os corações para fora. onde cada segundo faz diferença e eles não saberão quem somos.