“com você, eu estava em outro lugar, um lugar estrangeiro, estrangeiro a mim mesmo…”
7 Ago
ou sobre a viagem de méliès.
12 de agosto, lua nova.
preparativos. suprimentos para a excursão: água mineral, comida desidratada, 2 quartetos, 2 tercetos e porta-retrato com fotos suas. as perseídeas chegam neste dia. chuvas de meteoros são caronas que passam logo alí para a
20 de agosto, quarto crescente.
viagem. não nos esqueçamos da cafeteira. e dos cachecóis. o aroma do café para aliviar o cheiro de atmosfera rarefeita da lua. o cachecol para as correntes frias que vêm do sul. a meteorologia diz que a qualidade do ar lá fora é ruim. estamos muito altos, a
28 de agosto, lua cheia.
explorar. para fazer brotar um jardim de girassóis, amores e seres extraterrestres preciso do verão. é um terreno irregular, lemos as crateras em braille e identificamos rostos alegres com a nossa chegada. na lua, há ovelhas disfarçadas de nuvens que a olho nu, da terra até se engana, mas daqui, servem de travesseiros para
4 de setembro, lua minguante.
dormir. os abraços em formato de concha. a lua ia ficando pequena e côncava. e não havia espaço para esticar as pernas. este satélite é o novo mundo, onde ainda não existe muita coisa e podemos esquecer e começar tudo de novo - inventando novos nomes para nós e para as estrelas que caem das nossas constelações.