é julho. algumas semanas antes, eu pensava e olhava se lá era onde eu deveria estar. porque a correria cotidiana e todo esse estresse tomava tanto tempo da vida que não sobrava espaço para a poesia dos dias.

e de volta à idéia do eterno retorno de kundera: fecho mais um ciclo na minha vida. por mais que eu amasse o que eu fazia, depois de quase 3 anos, o meu lugar e tempo não eram mais ali. eu deixei o meu emprego. minhas ansiedades, sonhos e precipitações exigiram outras continuidades.

para alimentar novas esperanças. em um mundo com as cores renovadas e as energias reabastecidas que inevitavelmente vão acabando aos pouquinhos e a gente não percebe e começa a odiar as segundas-feiras e todas essas pequenas coisas que aborrecem os medíocres e medianos.

a gente cria um mundo para se proteger e nele a vida é para sempre sexta-feira. com o vento para balançar os cabelos e aquele sol para nos abraçar confortavelmente.