“com você, eu estava em outro lugar, um lugar estrangeiro, estrangeiro a mim mesmo…”
21 Jun
nessa época de confusões em metrôs, aeroportos conturbados, início de solstícios e alguns pontos de trânsito para a minha vida, encontrei uma pessoa com abraços quentes e lábios macios para me trazer confortos sinceros e cumplicidades para piadas internas. ela também desenha sonhos, mas com tecidos e texturas coloridas. e até quem me vê passando por aí, encontra um homem seguido por um cortejo de borboletas amarelas sentindo saudades, mas aquelas saudades bonitas, conhece?
14 Jun
lari, li seu texto.
e sabe, não tenho uma opinião formada sobre isso. eu sei o que agora parece ser certo para mim, mas que talvez não seja para sempre. eu acho que a gente tem que se jogar para as experiências que o nosso coração acha que é certo e buscar borboletas. talvez daqui há algum tempo isso pareça um ato desesperado. mas a única coisa que importa é seguir o coração. e calejar e amolecer e machucar e depois, com soprinhos, cicatrizar com abraços quentes e lábios macios de quem sempre vai te trazer confortos. mesmo em uma quarta-feira caótica.
o grande problema são as pessoas. falta poesia nas suavidades dos gestos e sentimentos. as relações de hoje são ilhas egoístas que praticam a corrida das línguas.
mas eu não tenho medo de cair com pessoas-poetas: faço das cicatrizes, estrelas.