“com você, eu estava em outro lugar, um lugar estrangeiro, estrangeiro a mim mesmo…”
24 Abr
aquele que foge de seu controle.
uma poesia.
sobre a valsinha do relógio de ponteiros,
compassada com sábados, domingos
e claves de sol, sorria.
para respirar risos, bom dias.
sobre o seu tempo:
um pouco para mim.
18 Abr
as pessoas que vivem poesia não deveriam andar, conviver, tomar cerveja, banho quente ou sorvete de sabores favoritos com pessoas que não gostam de versos. elas fazem perder as emoções e esperanças com um jeito racional e pequeno de vi-ver. e são demenos para poetas. não mudam o mundo e não têm forças invencíveis que o fazem girar. eles não sabem a cor do céu.
eu tenho bilhetes para o mundo fantástico.
16 Abr
os dias são divididos por espectros de céu. faixas coloridas de azul e todos os seus tons. o céu, de vez em quando, é laranja, vermelho ou rosa - como a carolina gostava - e quem diz que o céu é azul “é analfabeto de céu”.
o cheiro da juventude (desses tempos). o céu tem a cor da sensação do primeiro gole de cerveja. das seis horas. quando sobra um cigarro no maço. e o que importa é agora. eu tenho as cores nas pontas dos dedos e o céu de todas as cores que quiser. de vez em quando, é cravejado por diamantes, constelações que contam histórias mitológicas e do futuro.
a linha que divide o dia da noite.