diga-me que quando ficarmos velhos e juntos, não teremos lugares fixos na cama. e a cada dia um lado para um. para não cairmos nas rotinas dos detalhes. e que eu possa ir no banco do passageiro com as pernas apoiadas no porta-luvas, que a gente cometa erros diferentes, a gente troque os lugares, os sabores das pizzas, os bancos de praça, os cheiros dos purificadores de ar, os toques e beijos e cortes de cabelo. evitando as rotinas das sutilezas, a gente tenta evitar o nosso tempo, os grãos da ampulheta, desabando pelos minutos.