um lugar

“com você, eu estava em outro lugar, um lugar estrangeiro, estrangeiro a mim mesmo…”

Setembro, 2006

tecnicolor

it’s time to get in touch with things, we always used to dream about. i’ll take a train in technicolor. um amor tecnicolor para procurar poesia nos cantos mais escondidos da dança das horas. embaixo da cama, com pés de meias perdidas para sempre. na plataforma do metrô quando o trem apita e parte. no café, com um pouco de leite e sem espuma, por favor, ou ao meu lado e nem consigo enxergar, en-chegar, chegar.

de vez em quando

diga-me que quando ficarmos velhos e juntos, não teremos lugares fixos na cama. e a cada dia um lado para um. para não cairmos nas rotinas dos detalhes. e que eu possa ir no banco do passageiro com as pernas apoiadas no porta-luvas, que a gente cometa erros diferentes, a gente troque os lugares, os sabores das pizzas, os bancos de praça, os cheiros dos purificadores de ar, os toques e beijos e cortes de cabelo. evitando as rotinas das sutilezas, a gente tenta evitar o nosso tempo, os grãos da ampulheta, desabando pelos minutos.

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  • and ever

    pra sempre dura até quando a corrida do cotidiano não consegue mais juntar lenha suficiente para alimentar locomotivas dentro do coração que explodem o peito, percorrem trilhos e artérias para o estômago levando borboletas, leveza para a consciência e sorriso nos lábios até a gente pensar que é. pra sempre.

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  • smokisses

    quando o vento está forte, ela envolve a minha chama com suas pequenas mãos e unhas coloridas para eu acender o cigarro.

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  • simples

    quando sair da minha vida, leve um agasalho.

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