um lugar

“com você, eu estava em outro lugar, um lugar estrangeiro, estrangeiro a mim mesmo…”

Agosto, 2006

helios

por isso gosto do tempo assim. invernal. dos dias gelados e a gente cobre o nariz com cachecóis para poder repirar ventos que batem como lâminas. procurando frestas de sol entre as sombras dos prédios buscando conforto nas estrelas.

a vida é boa e simples

estou vivendo momentos passam depressa demais até para se pensar. o tempo não pode ser preso em fotos, cheiros, palavras e pessoas. a velocidade dos eixos giram minha vida me deixa atordoado. estou sendo levado. fazendo coisas que não me fazem feliz. mas me mantém funcionando, checando controles: ok.

quero inconstâncias. cicatrizes e soprinhos. para que o presente valha a pena e esperar tudo de tudo que está por vir. não quero perder tempo com quem não vale um oi!, vivendo de momentos que passaram. eu quero o mundo e este instante. vinte e poucos e novas realidades. quero experiências encravadas na pele e com as duas mãos comprimem dentro do peito. a cidade em motion-blur, com luzes desfocadas e copos de cerveja. menos cigarros e milhares de planos e casa e carro e um amor

que não morre nunca: motocontínuo.

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  • com meu amor, para você

    construir um novo mundo.
    tudo que sonha fazer.
    com meu amor… para você:

    eu tive centenas de sonhos,
    mas nenhum como esse.
    e senti milhares coisas,
    que nunca chegaram perto disso.

    vamos. ver o mundo girar.
    as cores colidirem,
    com a esperança ao nosso lado
    e tudo isto é meu.
    com meu amor. para você.

    a manhã conhece músicas,
    cantadas como se nunca tivessem sido ouvidas.
    e todos os aromas, vistas que me trouxeram vida
    não conseguem conter esta alegria ainda não interpretada.

    diga-me o seu sonho
    e eu estarei lá.
    para te servir.
    com todo cuidado.

    se você não se importar,
    tudo o que tenho está aqui.
    e tudo que eu tenho, eu darei.

    com meu amor. para você.

    wild at heart

    joana perguntou se chegar ao topo, sua vida seria completa. se automaticamente conteria tudo. respondera que não, que existe um grande percurso entre o topo e a base.

    e a vida não é destino, é a viagem.