coletivo.

gabriela gosta de sentar-se a janela.

diz que gosta de ver pessoas lá fora, inventar destinos, imaginar cotidianos e perceber surpresas. tão depressa e entregues ao esquecimento quanto os pontos do ônibus passam. divertimento que não a permite perder sorrisos pelo itinerário.

mas na verdade, ela só quer se sentir protegida. sentando no lado de dentro do banco; abraçada por gente e a vitrine de mundo da janela de acrílico.

pára-quedas e salva-vidas são dispensáveis.